Autor: Alinne do Rosário Brito
INTRODUÇÃO
O estudo denominado Jogos Pedagógicos faz uma análise acerca da proposta de jogo e a sua relação com a educação, visando contribuir no processo de aquisição do conhecimento, bem como, compreender em que lógica este vocábulo vem sendo utilizado na educação das crianças ao longo dos anos.
Dentre os diversos enclaves para a introdução do jogo no contexto pedagógico, um fator em evidência é a necessidade de formação continua do educador enquanto profissional para fomentar a mudança constante, o repensar da ação docente na área de educação física e a aceitação do novo no processo de ensinar e aprender ao ponto de tornar-se mais sensível aos interesses e necessidades dos alunos.
Esta constatação, será obtida nas inúmeras experiências vivenciadas pelo grupo no contexto escolar, provocou o interesse do grupo em investigar o papel do jogo na educação física escolar por ser um instrumento, uma ferramenta que pode viabilizar ao professor condição de ser condutor, estimulador e avaliador de sua prática docente e da aprendizagem dos alunos.
Neste sentido, acredita-se que o estudo consistir em ser relevante por oportunizar a todas as pessoas envolvidas no processo educacional uma nova visão do jogo mostrando a importância da utilização deste no desenvolvimento dos alunos.
Na formação da personalidade do educando se torna importante o convívio com jogos e brincadeiras que contribuem para seu convívio social na sociedade. Ao jogar o aluno aprende a criar significações, a comunicar-se com outros, a tomar decisão, a decodificar regras, a expressar sua linguagem e a socializar-se. Mas, esses resultados são mais bem obtidos quando existe uma ação educacional voltada para o sujeito social, visando atingir as competências e saberes das situações acima apresentadas.
Deste modo, adotar jogos e brincadeiras como metodologia utilizada pelo professor de Educação Física implica possibilitar á criança base para desenvolver sua subjetividade e a compreensão da realidade concreta.
Na perspectiva de contribuir, de alguma forma, com a formação dos professores de educação física e demais colaboradores da educação, levantaram-se discussões que, aqui, tomou corpo de texto, bastante pertinentes ao desafio cotidiano do educador de criarem atrativos e motivações para o ensino, persistindo no compromisso de ser um pesquisador, ao buscar novos métodos de aprendizagem e, certamente o desempenho exitoso de cada aluno. O diálogo proposto, neste estudo, revela um conjunto de proposições que se apresentam esclarecedor a respeito dessas questões.
Na verdade, no atual cenário de "desencanto escolar" que a educação escolarizada tem sofrido "motivar" seria a palavra chave para o resgate do interesse pelo aprender, vocábulo que em seu sentido etimológico significa fazer mover, provocar movimento. A intenção é justamente essa, provocar movimento. "Acredita-se que o jogo pode provocar esse movimento ao fazer crescer a alma e a inteligência, pois uma criança que não sabe brincar poderá ser uma miniatura do velho, um adulto que não saberá pensar". Lopes (2001).
Diante disso, os objetivos que este estudo se propôs a alcançar foram: analisar historicamente a relação estabelecida entre o homem e o jogo social; investigar as contribuições para a compreensão do papel de um olha crítico sobre os conteúdos escolares; e identificar os tipos de jogos e os objetivos pedagógicos no campo educacional para o professor de Educação Física.
Tratando-se do aspecto metodológico, a opção mais acertada para a investigação deste trabalho consistirá em fazer uma realização de um estudo bibliográfico, entendido como "qualquer informação sistemática comunicada de forma oral, escrita, visual ou gestual fixado em um suporte material, como fonte durável de comunicação" Chizzotti (1991). Logo após, utilizou-se como instrumento de coleta de dados às literaturas selecionadas que permitiram entrar em contato com o que há de mais atual nas discussões existentes sobre a temática.
(...) a influência manipuladora e socializadora, presente em muitas mensagens, os impactos que provocam os efeitos que orientam diferentes comportamentos, as ações e condições históricas sociais, mutáveis que influenciam crenças, conceitos e representações sociais, elaboradas e transmitidas via mensagens, discussões e enunciados. Franco (2003).
Para tanto, recorreu-se a análise de conteúdo que se implica o passo seguinte consistiu na leitura e analise das literaturas que contém as concepções e os ideários de jogo e sua intricada relação com a educação física, com objetivo de perceber o entrecruzamento de posições e idéias entre os mais variados pesquisadores reportados para a composição deste ensaio analítico.
PROCEDIMENTO METODOLÓGICO
A pesquisa foi dividida em quatro tópicos no entorno da pesquisa bibliográfica referente a os meios qualitativos em um método dialético com caráter descritivo analítico. No primeiro tópico, contextualizou-se a complexa e imbricada relação do homem e o jogo social, bem como, os sistemas de representação do aluno e do brincar na tentativa de estabelecer uma co-relação entre jogo.
No segundo tópico, identificaram-se os tipos de jogos e os objetivos pedagógicos de sua utilização, visto como estratégia viável para a melhor qualidade de ensino e, consequentemente, valorizado como um importante parceiro do professor no processo de ensino-aprendizagem. Além de uma significativa discussão sobre as possibilidades de atuação do educador.
No terceiro tópico, abordaram-se os referenciais teóricos Brougère (1998), Franco (2003), Huizinga (1996), Lopes (2001), Kishimoto (2002), Miranda (2001) e entre outros que discutem a respeito da contribuição do jogo e sua aplicabilidade para o desenvolvimento integral da criança, com o intuito de conferir sólida fundamentação teórica às discussões pertinentes ao jogo como instrumento de inserção do aluno na aula de educação física.
Finalmente no quarto tópico, apresentou-se a metodologia utilizada, enfocando os caminhos percorridos, o universo pesquisado no jogo como ferramenta pedagógica para o professor de educação física, enfatizando a interpretação dos resultados da pesquisa bibliográfica. Com as informações obtidas, apresenta-se as considerações finais, dando ênfase ao caráter frívolo e sério do jogo, aspectos que, fazem dessa atividade um importante recurso didático utilizado pelo professor de educação física por ser capaz de fomentar desenvolvimento integral do aluno.
Cabe lembrar que não se teve por intenção apresentar um trabalho acabado, face às limitações que este estudo possui proveniente, é claro, das literaturas pesquisadas não se apresentarem como exaustivas no assunto, por conta disso pode acontecer que alguma discussão não tenha encontrado eco no diálogo que se tentou estabelecer nesse texto. Mas, certamente, tem-se por pretensão fomentar questionamentos sobre a atividade lúdica no primeiro segmento do Ensino Fundamental e, também, nos demais níveis e modalidades de ensino. O trabalho em tela visa atingir a todos os docentes que acreditam que o jogo para a criança constitui-se num dos meios facilitadores do seu desenvolvimento e aprendizagem. E, também, para todos quantos, em algum momento de suas vidas, perderam o fascínio pelo jogo. Este trabalho é um convite ao jogo.
O HOMEM E O JOGO SOCIAL
O presente tópico tem por intenção explicar de forma sucinta a origem do jogo bem como alguns fundamentos teóricos que se mostrem relevantes para a melhor compreensão dessa discussão. Por isso, no primeiro momento será estudado o conhecimento acumulado e sistematizado por diversos teóricos sobre a história do uso do jogo numa abordagem pedagógica com o objetivo de desvelar o significado e a lógica inerente no imaginário social da época.
No segundo momento, será analisado o olhar prospectivo de diversos autores em torno da idéia de representação do aluno ao longo dos anos e o brincar dentro de uma perspectiva histórica sob a finalidade de dar fundamentação teórica as análises implementadas. Espera-se que á medida que as idéias forem apresentadas e desenvolvidas o leitor perceba a noção de jogo que ao longo do caminho percorrido pela humanidade foi construída, desconstruída e reconstruída nas práticas sociais e, desta forma, ampliar ainda mais o debate já existente sobre o uso do brinquedo na educação, percebe-se o jogo através do autor:
O jogo é uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e de espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentido de tensão e de alegria e de uma consciência de ser diferente da vida quotidiana. Huizinga (1996)
Antes de qualquer análise do jogo em um contexto determinado, a saber, da educação, convém se interrogar sobre o uso dessa noção de sentidos polissêmicos e determinar previamente as significações e o contexto semântico de seu emprego, para posteriormente analisar como se desenvolveram suas relações com a noção de educação. Não se pretende julgar os empregos legítimos e ilegítimos da noção, mas de saber dos autores o que significa fazer referência ao jogo.
Trata-se de um termo de sentidos múltiplo e às vezes ambíguo devido à diversidade dos fenômenos denominados de jogos, sem possuírem entre si aspectos comuns. No entanto ao dizer que na perspectiva científica o jogo é denominado como atividade lúdica expressão que alude "um reconhecimento objetivo por observação externa ou ao sentimento pessoal que cada um pode ter em certas circunstâncias, em particular de um jogo" Brougère (1998).
O jogo, em outra abordagem, pode ser entendido como uma estrutura, um sistema de regras que existe independentemente dos jogadores como, por exemplo, um jogo de damas, de futebol ou "jogo da velha". Assim, há jogo no sentido da situação lúdica e há no sentido de sistema de regras. Em ambos os casos, o entendimento de jogo associa-se a presença de um suporte material concreto que permite a sua realização objetiva. Mas nem por isso, as representações internas, abstratas de algumas atividades lúdicas deixam de ser arroladas como jogo, mesmo com a ausência de materiais manipuláveis.
Entre o material lúdico, certos objetos são usualmente designados como jogo; outro como brinquedo. Eis o motivo pelo qual ser extremamente complicado aplicar uma única definição ao termo jogo, pois, usualmente, tem sido utilizado com o mesmo significado atribuído ao brinquedo e a brincadeira. O brinquedo supõe um vínculo com a infância e uma determinação quanto ao seu uso no cotidiano do aluno. O termo jogo significa indistintamente "objeto que serve para as crianças brincarem: jogo de crianças e brincadeiras". Percebe-se que no sentido usual a língua portuguesa refere-se aos três termos como sinônimos. Reflexos dos incipientes avanços percebidos no centro dessa discussão.
Já, o termo jogo, nas palavras de Brougère (1998), enquanto material, implica de maneira explícita um uso lúdico que assume feições de regra (jogos de sociedade) ou de uma restrição circunscrita ao material (jogo de habilidade, jogo de construção) com o estabelecimento de estruturas preexistente. Neste sentido, o ato de jogar pode se referir a uma descrição de uma situação lúdica envolvendo situações estruturadas pelo próprio tipo de material utilizado. "Aponta três níveis de diferenciações atribuídos ao termo jogo, visto como: o resultado de um sistema lingüístico que funciona dentro de um contexto social; um sistema de regras; e um objeto". Kishimoto (2002).
No primeiro caso, a noção de jogo remete-se ao uso cotidiano do seu emprego e social da linguagem, pressupondo várias interpretações e projeções individuais e coletivas. Assim, em tempos passados, o jogo era visto como algo dotado de seriedade e destinado a educar a criança. Outros aspectos relacionados ao trabalho, à inutilidade ou à educação emergem em várias sociedades, em diferentes momentos históricos. Enfim, como diz Kishimoto (2002) "cada contexto social constrói uma imagem de jogo conforme seus valores e modos da vida, que se expressa por meio da linguagem".
No segundo caso, as estruturas seqüenciais de regras permitem caracterizar uma atividade como jogo e a diferenciá-los entre si, permitindo, ao mesmo tempo, tanto executar as regras quanto desenvolver uma atividade lúdica. No terceiro caso, refere-se ao jogo com materiais diferentes (xadrez materializa-se no tabuleiro e as peças podem ser confeccionados com papelão, madeira, plástico, etc.).
Os três aspectos esboçam uma primeira aproximação com a noção de jogo, diferenciando-se conforme as variações culturais, pelas regras e objetos que o caracterizam. Diferenciando-se, também, do termo brinquedo que faz referência ao tempo de infância do adulto com representações veiculadas pela memória e imaginação, limitada à criança e possuidora de dimensões material, cultural e técnica. Kishimoto (2002), afirma que na forma de objeto funciona como brincadeira. E "a brincadeira" "é a ação que o aluno desempenha ao concretizar as regras do jogo, ao mergulhar na ação lúdica, brinquedo e brincadeira estabelecem vínculo diretamente com o universo escolar e não com o jogo.
Após as distinções iniciais entre jogo, brinquedo e brincadeira podem-se caminhar teoricamente nas análises que retratam o desenvolvimento da relação do jogo com o campo educacional. Evidenciando os paradigmas subjacentes ao emprego do jogo que se construíram em outras culturas ao longo dos séculos para evitar que esta pesquisa restrinja-se a uma única lógica.
AS REFLEXÕES ENCONTRADAS NA SOCIEDADE PARA A UTILIZAÇÃO DO JOGO NA EDUCAÇÃO.
As referencias literárias atuais dividem-se sem cessar, entre a importância teórica, sempre reafirmada do jogo e seu lugar no processo de ensino e aprendizagem que tendem a justificar e não a criticar; a organização, o ensinamento e a invenção de jogos para os alunos. Nesse caso, encontra-se o jogo educativo acompanhado da antiga conciliação entre a dupla exigência circunscrita ao próprio vocábulo.
Reconhece-se, pelo menos em teoria, a contribuição do jogo ao desenvolvimento do aluno. A mensagem dos românticos, retomada por biólogos e depois por certos psicólogos, a principio, foram relativizadas para ceder lugar às propostas de atividades de jogo que conservem o que há de inquestionável neste, colocando-o a serviço de um projeto pedagógico consciente.
Incluir o jogo e a brincadeira na escola tem como pressuposto o duplo aspecto de servir ao desenvolvimento do aluno, enquanto individuo e á construção do conhecimento, processos estes intimamente interligados. O jogo constitui uma ferramenta pedagógica e integral na vida da criança. Mais ainda, o jogo pedagógico pode ser um instrumento de alegria. Uma criança que joga, antes de tudo o faz porque se diverte, mas dessa diversão emerge a aprendizagem e a maneira como o professor, após o jogo trabalhar suas regras, pode ensinar-lhe esquemas de relações interpessoais e de convívios éticos.
Outra importante consideração que envolve a idéia de jogo, diz respeito à aprendizagem. Não mais pode existir no educador, a idéia classificatória de "jogos que divertem" e "jogos que ensinam", pois se o jogo que se aplica envolve de maneira equilibrada o respeito pelo amadurecimento do aluno e coloca em ação desafios a sua experiência, promove sua relação interpessoal exaltando as regras do convívio; será sempre um jogo educativo ainda que possa simultaneamente ensinar e divertir.
O jogo por sua vez, inclui intenções lúdicas, muitas vezes não é literal, estimula a alegria e flexibilidade do pensamento, mas mantém um controle entre os jogadores e, portanto, uma relação interpessoal dentro de determinadas regras, Antunes (2003).
Antunes (2003) coloca que do ponto de vista educacional, a palavra jogo se afasta do significado de competição e se aproxima de sua origem etimológica latina, com sentido de gracejo ou mais especificamente, divertimento, brincadeira, passatempo. Desta maneira, os jogos infantis podem até excepcionalmente incluir uma ou outra competição, mas essencialmente visam estimular o crescimento e aprendizagens e seriam melhor definidos se afirmá-se que representam relação interpessoal entre dois ou mais sujeitos, realizada dentro de determinadas regras.
Esse conceito já deixa perceber a diferença entre usar um objeto como brinquedo ou como jogo. O brinquedo supõe na relação com o aluno, a indeterminação quanto ao seu uso, ou seja, sem regras fixas.
O caráter educativo do jogo é mantido mediante a retomada dos critérios que permitem definir sua especificidade, entre os quais se pode caracterizar: o domínio do grau secundário, o exercício da decisão, a relação com a regra, à ação na incerteza, permitindo tentar experimentar. Tudo isso acontece de acordo com o ritmo do aluno e encerra um aspecto aleatório e incerto, pois se a liberdade estimula a aprendizagem efetuada no jogo quanto aos resultados.
(...) este é o paradoxo do jogo, espaço de aprendizagem cultural fabuloso e incerto, ás vezes aberto, mas também fechado em outras situações sua indeterminação é seu interesse e, ao mesmo tempo, seu limite. Com efeito, ele testemunha a aventura, a invenção do possível do qual é o lugar potencial de emergência. Brougère (1998).
Uma questão faz-se unânime entre os diversos autores contemporâneo acerca do jogo pedagógico, a saber: que refletem indubitavelmente os ideais da sociedade adulta e por conta disso figuram como um processo de socialização que prepara a criança a assumir seu lugar na sociedade.
O autor salienta em especial o papel do jogo na aquisição da linguagem material. O jogo livre dá a criança uma primeira possibilidade absolutamente determinante de ter a coragem de pensar, de falar e talvez de ser verdadeiramente ela mesma. A aprendizagem da linguagem fornece um modelo das relações entre jogo e educação,
Um exame, tanto das propostas pedagógicas sob o emblema de progressistas como no contexto escolar, em sua forma institucional estampam a alusão ao jogo. Aparecendo como instrumento avaliativo, procedimento didático, elemento de estruturação da personalidade e meio de proporcionar a socialização, o jogo revela toda a sua força como conceito básico na educação física. Apesar de seu caráter fundamental, a extensa literatura deste assunto mostra-se variada, evidenciando que o traço basilar que o delineia como importante para a educação é multiforme.
É importante afirma que o uso do brinquedo / jogo educativo com fins pedagógicos como um instrumento para situações de ensino aprendizagem e de desenvolvimento infantil. A autora expõe que apenas os brinquedos educativos têm função educativa, valendo-se do argumento que a dimensão educativa surge apenas no instante em que as situações lúdicas são intencionalmente criadas pelo adulto com vistas a estimular certos tipos de aprendizagem.
Entretanto, são as contribuições dessa pesquisa que vem estabelecer paradigmas para a utilização do jogo na produção de conhecimentos. Essa abordagem considera o jogo como impregnado de conteúdos culturais e que os sujeitos, ao tomar contato com eles, praticam-no por meio de conhecimentos adquiridos socialmente. Deste modo, estes sujeitos estão aprendendo conteúdos que lhes permitem entender o conjunto de praticas sociais nas quais se inserem.
Para os autores crítico-superador o jogo promove o desenvolvimento, porque está repleto de aprendizagem. E isso ocorre devido os sujeitos ao jogarem, passarem a lidar com regras que lhes permitem a compreensão do conjunto de conhecimentos veiculados socialmente, possibilitando-os novos elementos para apreender os conhecimentos futuros.
Há os que advogam que a criança aprende mais nos jogos em grupos através da facilidade da aprendizagem em que os mesmos implicam. Esses estudos que demonstram a cooperação dos alunos entre si para o desenvolvimento. A criança usa as interações sociais como forma privilegiada de acesso às informações: aprendem à regra do jogo, por exemplo, através dos outros e não como resultado de um esforço estritamente individual na solução de problemas. Em outro sentido, a criança aprende a regular seu comportamento pelas reações, mesmo que elas pareçam agradáveis ou não.
Ramos (2000), afirma que as crianças constroem o seu conhecimento em simbiose com o meio, manipulando os dados da realidade por intermédio do lúdico. Para o autor está presente nos jogos e brincadeiras tanto a função lúdica quanto a educativa, independentemente de serem categorizados como espontâneos ou dirigidos já que, em ambos os casos, a função educativa está presente. Como exposição de argumentos a mesma autora enfatiza que as atividades mesmo espontâneas são educativas por contribuir na formação e desenvolvimento integral do aluno, bem como, na constituição da sua individualidade e caráter.
Continuando com Ramos (2000), este se reporta a Kishimoto para referenciar que os jogos dirigidos modificados com o objetivo de promover a apreensão de determinados conceitos e habilidades pela exaustão em atingir resultados específicos, podem perder as características que são peculiares como à liberdade de ação, flexibilidade no processo de brincar (que possui um fim nele mesmo), incerteza dos resultados, controle interno, intencionalidade do brincar. Nesta perspectiva, para que o jogo didático não perca peculiaridades lúdicas é necessária à paulatina diminuição da interferência do adulto sobre as atividades pertencentes ao âmbito do educativo. Restringindo-se:
(...) á organização do tempo, dos materiais e do espaço no quais as crianças se movimentam e não na atividade em si, permitindo á criança, a liberdade de ir e vir na atividade, bem como a flexibilidade para a reordená-la, sem entrar em conflito com sua ação voluntária, admitindo a incerteza quanto aos resultados tão comuns a estas atividades. Kishimoto (2002)
A discussão da inserção do lúdico no processo de ensinar e aprender ainda não se apresenta como consenso na sociedade. Tal dissociação encontra respaldo numa cultura embricada de valores que insistem em atribuir ao jogo e a educação espaços e funções bem distintas.
O lúdico entendido como atividade criadora, apesar de tornar prazeroso o ato de educar a si mesmo e ao outro, tem cedido lugar a praticas pedagógicas centradas na aprendizagem. Ainda neste raciocínio, não é difícil perceber o valor que se tem atribuído ao jogo nas praticas cotidianas contemporâneas, ora como recurso cuja finalidade é ser usado como um artifício de sedução pedagógica desprovida de espontaneidade, ora como um modo de transmitir saberes mais compatíveis com a própria essência da vida, tomada como movimento, atividade, desenvolvimento e transformação.
Na discussão atual de alguns críticos que se debruçam sobre a relação jogo e educação, a utilização desta atividade no ensino tem por mérito possibilitar a compreensão da aprendizagem e desenvolvimento humano, além de gerar o aprimoramento de rede de significados que permeia a descoberta do conhecimento, ascendendo à condição de atividade séria e ao mesmo tempo, prazerosa sem ser descompromissada.
Se o jogo não for assumido como uma necessidade de criança e intrínseco ao seu processo de desenvolvimento educacional e social está fadada a ser limitada. Como anuncia Santos (2000), divulgar os propósitos de formação lúdica é agir na direção de sua difusão, não só enquanto prática de ensino, mas principalmente como concepção de educação.
Portanto, através do quadro que se tentou esboçar, pode-se inferir como as relações entre jogo e educação tornam-se complexas e, sob certos aspectos incertos. Uma análise do jogo permite evidenciar os funcionamentos cujos interesses podem-se postular em nível de aprendizagem, bem como, deduzir disso uma estratégia de utilização do jogo em um espaço educativo que pretende ser igualmente recreativo ou lúdico.
O jogo não é mais um trabalho disfarçado e o trabalho um jogo disfarçado, mas são duas atividades ainda mais complementares porque implicam atitudes diferentes da parte do aluno, porque supõem a construção de situações diferentes da parte do professor de educação física que entre outras, consiste em aprender meios de registrar e arquivar jogos interpretá-los a partir dos objetivos, materiais e condições em que são realizados, além de colocar-se a disposição de compreendê-lo não só intelectualmente, mas com a emoção e com os próprios sentidos.
O JOGO E SUA APLICABILIDADE
As características e os tipos de jogos encontrados no universo da literatura existente sobre o assunto, tendo que realizar, primeiramente, uma seleção do material que apresenta variados tipos de jogos para depois compor este texto que possui por pretensão servir como orientador de praticas docentes voltadas a introdução do lúdico no cotidiano nas aulas de educação física.
Somando-se a isso, contribuir com aqueles professores que buscam algo que vá direto ao assunto e do qual, através de apenas alguns exemplos, possam tirar idéias para a elaboração de uma seqüência de aulas com objetivos claros e definidos. Deste modo, conseguir facilitar a vida do profissional e beneficiar, de alguma forma, o processo de desenvolvimento integral do aluno.
A verdade centra-se na constatação histórica que a criança sempre brincou e isso ocorre independentemente de épocas ou de estruturas de civilização por ser uma característica universalmente intrínseca a este sujeito brincante. Então, parece que a forma mais adequada e lógica de ensinar aos alunos e apresentar-lhes uma proposta de ensino pautada no prazer e na ludicidade, maneira que eles aprendem melhor e com maior eficiência, nas palavras de diversos estudiosos do assunto, como Kishimoto, Lopes, Ramos e outros mais.
Sabe-se, no entanto, que brincar na escola é diferente de brincar em casa, na rua ou em outros lugares, porque a vida escolar e regida por algumas normas que regulam as ações das pessoas e as interações entre elas e, naturalmente, estas normas e estas brincadeiras também estão presentes na atividade dos alunos. Assim as brincadeiras e os jogos têm o benefício possibilitado. "Torna-se imprescindível que o educador saiba definir, de forma clara e precisa, objetivos a serem alcançados e o jogo mais adequado aos seus propósitos. Uma vez que", como bem lembrado por Lopes (2001).
Ao brincar o aluno, simplesmente, esta sujeito a incorporar certos valores, conceitos e conteúdos. Cabe a cada o professor de educação física saber valer-se desta condição infantil para fazer desta necessidade um momento de descobertas de conhecimentos e habilidades até então não trabalhados.
A partir dos princípios aqui expostos, entende-se que o professor deverá contemplar a brincadeira como principio norteador das atividades didático-pedagógicas, possibilitando as manifestações corporais encontrarem significado pela ludicidade presente nas relações que as crianças mantêm com o mundo.
Os tipos de jogos que serão expostos, em sua maioria, não são inéditos e, certamente, já foram utilizados, porém o caráter inovador do texto consiste em apresentar o estudo feito por alguns autores referente ao aproveitamento do jogo no âmbito educacional, explorando ao máximo os conhecimentos das finalidades de cada um.
Dentre os quais, Lopes (2001) ressalta 14 aspectos que vale a pena destacar:
1- Trabalhar a ansiedade
Segundo a autora, "a ansiedade é uma característica encontrada em muitos alunos, que varia em grau de intensidade e pode influenciar a capacidade de atenção e concentração dos mesmos", dificultando o processo de aprendizagem e trabalho do educador Na área de educação física. As características comuns desse distúrbio são: inquietação motora, dificuldades de atenção e concentração, falta de controle emocional, baixa tolerância e frustrações.
Para esses casos, são fundamentais atividades que exige maior esforço de concentração, á exemplo, a confecção de peças pequenas, o quadriculado, diferentes trabalhos de noção de espaços, precisão de detalhes. Todas essas atividades ajudam a diminuir o nível de tensão e ansiedade do aluno já que necessita concentrar-se, do mesmo modo os mais dispersos paulatinamente vão conseguindo desenvolver concentração o suficiente para conclusão das atividades propostas. Cabe, também, interromper o preparo de um jogo para fazer o aluno experimentar a sensação de frustração com a finalidade de fazê-la exercitar a capacidade de tolerância e a internalizar os efeitos daí advindos como naturais, deste modo, conseguir "postergar seus desejos sem grande sofrimento". (Lopes, 2001).
Da mesma forma, pode-se falar a respeito da introdução de novos hábitos saudáveis a partir do que o aluno vivencia no jogo, os quais progressivamente vão sendo incorporados àqueles já existentes, resultado da sua própria capacidade de recriar a visão de mundo e de atuar nele.
2- Rever limites
Na tentativa de superar essa dificuldade, a autora sugere que se trabalhem os jogos competitivos e com regras, pois conduz a criança a aprender conceitos básicos da vida, obrigando-a a observar o cumprimento de determinadas regras para realizar um intento, com isso acaba aprendendo a respeitar para ser respeitado, tais situações ecoam positivamente em outros momentos da vida. "(...) a criança ama a regra: na regra ela encontra o instrumento mais seguro de sua afirmação; pela regra ela manifesta a permanência de seu ser, da sua vontade de sua autonomia". Lopes (2001)
Nesta linha de raciocínio, o aluno pede regras e é por meio delas que vai estruturar sua confiança básica em si e no outro após ser orientada e ensinada até onde pode ir, o que pode ou não pode fazer, o que é bom ou ruim. O professor de educação física, nesse caso, assume um papel importante na definição dos limites do educando.
3- Reduzir a descrença na autocapacidade de realização
Devido às poucas oportunidades oferecidas aos alunos, pelo ambiente externo, para desenvolverem sua capacidade criadora, eles acabam desconhecendo seu próprio potencial, devido quase tudo lhe chegar pronto e acabado, não costuma construir nada, não arrisca experiências novas, cenário que retira da criança a confiança na sua capacidade de realização.
Ao confeccionar jogos ela poderá ter suas próprias experiências quanto ao errar, acertar, construir, criar, copiar e desenvolver planos, fatos que, certamente, levarão a criança a aumentar sua auto-estima a partir do momento em que se vê capaz de fazer muita coisa para si mesma. Lopes (2001)
4- Desenvolvimento da autonomia
Normalmente os alunos que apresentam essa necessidade são aquelas que não sabem fazer nada sozinhas, sentem medo, receios, não se arriscam e sempre esperam que alguém faça por elas e para elas. Vale ressaltar que "o desenvolvimento da autonomia do aluno é fundamental para a maturidade emocional e o equilíbrio entre o psíquico e o mental". Alguns jogos podem contribuir neste sentido, de independência do aluno em relação ao auxilio de outras pessoas, principalmente aqueles que exigem Dele a capacidade de arriscar-se, de fazer a sua parte sozinho e ser responsável por suas escolhas e ações.
5- Aprimorar a coordenação motora
"Existem jogos que proporciona oportunidade do exercício motor, habilidade imprescindível para o processo de alfabetização". Atividades que exigem manipulação de tesoura, de massa, de dobraduras, colagens, pinturas, desenhos, são elementares para o desenvolvimento deste trabalho.
6- Desenvolver a organização espacial
Os alunos que sentem dificuldades de realizar cálculos de distância e posicionamentos de objetos são geralmente desastradas, caem muito, esbarram em tudo e não conseguem manter seus objetos em ordem, assim como, não conseguem coordenar fatos em uma linearidade lógica, situações provenientes de uma possível ausência da habilidade de organização espacial. "Alguns jogos e atividades vão nessa direção, fazer com que o aluno perceba a relação e a organização dos espaços externos, facilitando a aquisição dessa habilidade".
7- Melhorar o controle segmentar
É uma condição necessária para execução de tarefas do dia a dia como o simples ato de escrever que exige apenas a utilização de um dos membros superiores. Porém, quem não possui o controle segmentar envolve vários músculos do corpo desnecessariamente para execução da atividade, tornando-a tensa, fatigante e desanimadora. "A criança pode aprender e controlar os segmentos de seu corpo para a realização prazerosa de tarefas antes exaustivas, com o trabalho de confecção de jogos orientado pelo educador"Lopes (2001).
8- Aumentar a atenção e a concentração
De um modo geral, todos os pesquisadores da área da educação e afins concordam que a falta de atenção e concentração trazem forte distúrbio de aprendizagem para o aluno que normalmente não consegue concentrar-se em algumas tarefas. Conforme Lopes (2001) "existem jogos e atividades que são capazes de propiciar o exercício dessas habilidades, principalmente, aqueles que exigem graus cada vez maiores de atenção seletiva por parte dos infantes".
9- Desenvolver antecipação e estratégia
"Prever, calcular e montar uma estratégia de ação é aspectos de raciocínio fundamentais para a ampliação da visão de mundo do individuo". Há jogos que oferecem os alunos vivencias de situações que exigem o domínio dessas habilidades por meio das quais adquirem a autoconfiança para atuar em acontecimentos previstos ou mediante planejamento de atitudes posteriores caso haja necessidade.
10- Trabalhar a discriminação auditiva
Esta habilidade é uma condição para a alfabetização pelo fato do aluno precisar discriminar os fonemas, mesmo aqueles semelhantes para poder aprender a ler e a escrever. "Os jogos que apresentam sons diferentes despertam os interesses das crianças em ouvi-los e a distingui-los, podem facilitar o processo de alfabetização".
11- Ampliar o raciocínio lógico
Pressupõe que o educador trabalhe sempre com atividades que objetivam desenvolver cada vez mais a capacidade de raciocínio lógico que normalmente, apresenta tendência de preguiça mental. "Todos os jogos que exijam antecipação, planejamento e estratégia estimulam os alunos a raciocinar".
12- Desenvolver a criatividade
"O aluno sente a necessidade de ambientes e situações que provoquem, aquecem sua capacidade de imaginação, de inventar coisas e fazer movimentos que fogem da rotina". O papel do professor de educação física, neste sentido, é propiciar meios facilitadores desse desenvolvimento, propiciando espaço para se arriscarem e se mostrarem sem medos, ou restrições. Os jogos não devem ser inibidores, mas praticas de novas possibilidades.
13- Perceber figura e fundo
"É a capacidade de perceber a visão de um conjunto e saber lidar com a figura e o fundo", para tanto basta selecionar atenção em relação à figura (o que se destaca) e ao que é fundo (o que é complemento). Habilidade requerida no processo de alfabetização.
14- Trabalhar o jogo
Torna-se necessário porque muitas vezes que os alunos não sabem jogar. Apesar de compreenderem as regras que são inerentes, não sabem perder e nem ganhar, fatores restritos ao jogo e a própria vida. "Trabalhar com as duas situações ajuda tanto a controlar suas próprias emoções como aprender a reagir de forma adequada frente a essas emoções". Os jogos competitivos, quanto trabalhados os aspectos acima destacados, proporcionam a internalização de conceitos e o amadurecimento emocional promovido dentro de um contexto grupal, possibilitando a cada um preparar-se para a vida em sociedade.
Vale ressaltar que cada jogo apresenta objetivos que pretende atingir uma ou mais dessas características durante o momento, propriamente, educativo a que se destina. Durante o processo que envolve a confecção e o ato de jogar, surgirão situações inesperadas que demandarão novos objetivos a alcançar e novas possibilidades para ampliar os recursos mediante a elaboração e o brincar com jogos.
O JOGO COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA PARA PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA
É óbvio observar que em qualquer época da vida de crianças e adolescentes e porque não de adultos, as brincadeiras estão presentes. Erra a escola ao delimitar sua ação, dividindo o espaço em dois lados opostos: de um lado, o jogo de brincadeira, do sonho, da fantasia e do outro, o mundo sério do trabalho e do estudo. Independente do estilo de vida de cada pessoa, todos, adultos, jovens e crianças precisam de brincadeira e de alguma forma de jogo, sonho e fantasia para divertirem-se, pois, a brincadeira é o momento sobre si mesmo e sobre o mundo num cenário de faz-de-conta.
Comumente, a escola é o lugar para o desenvolvimento global e harmonioso das crianças em brincadeiras, jogos ou outras atividades lúdicas. Uma vez que, normalmente, a mesma é impedida de assumir sua corporeidade ao permanecer, num longo período de tempo, submissa e imobilizada em sala de aula para dar conta de atingir os objetivos preestabelecidos com o máximo de rendimento e o mínimo de dispêndio de energia.
Para muitos professores de educação física a brincadeira e aprendizagem são consideradas ações com finalidades bastante diferentes e não podem por isso habitar o mesmo espaço e tempo. Entendimento tomado como equivocado por diversos autores que se valendo de argumentos consistentes desmistificam essa mentalidade. Para os críticos da literatura, o professor possui condições de criar oportunidades de aprendizado no desenrolar do ato de brincar sem perder os objetivos pedagógicos planejados previamente, pois se presume que a brincadeira, os jogos podem e devem ser cuidadosamente planejados ao serem utilizados para esse fim.
As muitas acepções até aqui apresentadas, inserem no bojo das discussões a inferência que é por meio do jogo, da brincadeira que o aluno representa o discurso externo e o interioriza, construindo seu próprio pensamento, tendo o adulto a função de contribuir na formação da percepção de mundo dessa faixa etária que acontece no estabelecimento de uma atitude de observação e interação com o meio ao seu redor.
Aprender e ver representa o primeiro passo no processo de descoberta. Cabendo ao educador proporcionar oportunidades para o educando perceber situações e objetos interessantes, tornando indispensável que se respeite o momento de descoberta dos mesmos para que possa desenvolver sua capacidade de observação e concentração.
Dohme, (2003) acrescenta que nesta dimensão que ver o brincar. Não só como uma diversão, mas como a primeira etapa educacional, pelas próprias características da idade do educando, pelo gosto, pelo prazer e pelo aprendizado, promovendo assim a preparação para a vida.
É importante lembrar que jogar juntos reforça os laços afetivos. Simboliza uma maneira de manifestação de afeto do aluno. Em sua grande maioria, se não todas, gostam de brincar, de jogar com os professores nas aulas de educação física, pois elevam o seu nível de interesse pelo enriquecimento que proporciona, alem de poder contribuir para possíveis esclarecimentos de duvidas referentes às regras dos jogos.
Soma-se a isso, a questão da criança sentir-se ao mesmo tempo prestigiada e desafiada ao jogar com um parceiro adulto. Fato propício para conduzi-la ao mundo de descobertas e a vivenciar experiências que tornam o jogo mais estimulante e mais rico em aprendizado.
Pode-se dizer que o jogo enquanto promotor da capacidade e potencialidade da criança deve e pode, cada vez mais, ocupar um lugar privilegiado na pratica docente, em particular, no espaço da sala de aula. Muita coisa esta em jogo quando se utiliza este instrumento de aprendizagem e por conta disso necessita fazer parte dos objetivos de qualquer instituição de ensino comprometida com a formação humana mais abrangente e harmoniosa.
O raciocínio é um dos aspectos trabalhados pela criança na utilização de qualquer jogo por mais simples que seja. Miranda (2001), em suas pesquisas conclui que a existência do exercício cognitivo, no tocante as pretensões de resolução de problemas, elaboração do pensamento lógico, abstração, percepção, exercício da linguagem e a formação de conceitos foram notados em todos os jogos por ele observados.
Neste sentido, justifica-se a utilização do jogo como um aliado dos professores de educação física na administração dos conteúdos curriculares os quais normalmente são traduzidos como um trabalho preponderantemente intelectual. É preciso destacar, ainda, que os processos de ensino e aprendizagem se dão na esfera intermediaria da linguagem. A linguagem é um fenômeno associado a três aspectos-aprendizagem, linguagem e cognição – são interligados. Assim, o jogo surge como uma força motriz que os coloca em ação.
Outro aspecto importante remete-se á socialização que pode ser facilmente exercitada no ato de jogar. Observa que, neste caso, faz-se imprescindível o papel do professor de educação física na condução das atividades lúdicas que visem os efeitos pedagógicos, devido a possível ingerência de comportamentos desestruturados que poderão ser assimilados.
É relevante alertar que o jogo livre pode ser estimulo e incentivo para a aquisição de hábitos, gestos e atitudes eivadas de características reprováveis. Mas, "organizado e dirigido é fonte de virtudes e qualidades". Deste modo, parte-se do principio que para o jogo produzir os efeitos desejados, deve haver o intercambio de ações, uma troca na qual a criança reconheça seu lugar e o lugar dos outros no grupo.
Acredita-se que os indivíduos se formam nas relações sociais. Para tanto, o jogo pode contribuir, se realizado de forma individual, assumirá o valor recreativo, mas se usado coletivamente, terá cumprido sua função socializadora de realizar agrupamentos sociais, introduzindo o aluno nesta nova realidade, repleta de valores, regras, metas, etc. Visto assim, os benefícios sociais decorridos do uso do jogo como um dispositivo pedagógico é visivelmente perceptível, pois:
(...) as regras de um jogo podem facilitar o cultivo de respeito com as regras da sala de aula, da escola e da sociedade, (...) os jogos provêem aos estudantes oportunidades para enfatizar papeis e posições que eles conhecem pouco ou talvez vejam com hostilidade, deste modo, os jogos ajudam o estudante a entender outros pontos de vistas e atitudes. Miranda (2001).
Este autor também se refere ao valor da afeição contida no jogo o que sugere uma predisposição natural da criança á aprendizagem, no sentido de que se apresentarão mais sensíveis ao processo educativo, por levá-las a experimentar os fenômenos da simpatia e da empatia, provocando o estreitamento dos laços de amizade e afetividade mutua.
O jogo leva a produção do prazer, inclusive através das emoções que seriam penosas se fossem referidas á realidade, diante dessa afirmação há uma ação da dimensão afetiva sobre a motivadora e, de certa forma, igualmente sobre a socializadora, reforçando a idéia de encadeamento entre os fenômenos categorizados neste estudo.
Os jogos são capazes de promover um maior estimulo e interesse á participação dos alunos na sala, injetando alegria, ânimo e entusiasmo.
Ao contrário da aula ausente de jogo, em que o mesmo imóvel poderá prenunciar para si penosos momentos de vida escolar que terá pela frente. Esse aluno sofre uma pressão angustiante preso em uma cadeira por uma manhã ou tarde inteira, suspeitando que haja neste algo de intencional em promover o ensino da submissão, a respeito disso pronuncia:
(...) Será por acaso que a criança em desenvolvimento, essa força da natureza, essa exploradora aventurosa, é mantida imóvel, petrificada, confinada, reduzida á contemplação das paredes, enquanto o sol brilha lá fora, obrigada a prender a bexiga e os intestinos, 6 horas por dia, exceto alguns minutos de recreio, durante 7 anos ou mais? (...) a posição sentada é reconhecidamente nefasta para a postura e para a circulação, e, no entanto eis nosso homem ocidental com problemas de coluna, as veias esclerosadas (...). Trata-se de domar. Domesticar fisicamente essa maquina fantástica de desejos e prazeres que é a criança. Fortuna (2000).
Estabelece-se uma alusão á criança, assemelhando-a a árvores novas que estendem seus galhos para cima e para os lados, tateando sôfrego a exploração e o alcance de todos os seus limites, não pode sentir a sala de aula como espaço onde mutilarão suas copas. "A escola pode ser, talvez, a poda cuidadosa e sábia a fim de orientar-lhes o crescimento de modo sadio e feliz".
À categoria motivação pode ser agregada as seguintes ações: estimulo, interesse, alegria, ânimo e entusiasmo. E o autor advoga que educar é seduzir para o saber/sabor como: "(...) educador (a) é quem consegue desfazer as resistências ao prazer do conhecimento. Seduzir para o quê? Ora, para um saber/sabor. Portanto, para o conhecimento como fruição" Batista (2000).
Pergunta-se, então, que sabor seria este, senão o da alegria, do ânimo, do entusiasmo, do interesse, do estimulo á persistência e ao desenvolvimento com os fazeres da aula, que conduz ao desfruto do conhecimento? O jogo é atraente, pois não combina com o marasmo, é ação, é desafiante e mobilizador da curiosidade que, certamente, é uma das principais características dos ambientes motivadores. Em outras palavras, um saber saboroso pode ser conquistado e materializado nas potencialidades motivadoras do jogo no âmbito da sala de aula.
É importante abordar que os jogos sugerem, também, amplas possibilidades de exercício do potencial criativo dos envolvidos diretamente com ele, já que se apresenta como um campo fértil à imaginação. O dialogo com Braz, aponta para a compreensão de que a criatividade está intrinsecamente vinculada á ludicidade e que a realização do jogo incentiva a faculdade criadora, carregada de potencialidade pedagógica pelo prazer e imaginação que proporciona.
Conclui-se, então, que o aspecto pedagógico pode seguir abrigado neste processo, uma vez que, abrindo-se a imaginação pode dar-se inicio á associação e absorção da dimensão cognitiva no momento educativo. Dito de outra forma, uma situação que estimula a criatividade favorece a atuação dos demais fenômenos considerados, aqui, como necessários á aprendizagem, tais como: socialização, cognição, afeição e motivação.
Portanto, se aprender é necessário à vida, criar também o é. São fenômenos que partilham o mesmo elo. O jogo ao imitar a vida, pode ser uma projeção do macro no micro, de acordo com a recriação realizada por cada pessoa. "A importância desse criar e recriar para a criança estão no favorecimento da elaboração de suas próprias interrogações ante seus limites".
Para que isso aconteça, a criança não deve sentir-se bloqueada, nem tão pouco oprimida em seus sentimentos e desejos. As experiências e diferenças individuais, da mesma forma, devem ter um espaço importante no espaço da sala de aula e nas relações que aí são tecidas. É brincando que poderá submeter-se a situações imaginárias, exercer papéis diferentes aos de sua realidade, além de que, estará necessariamente submetido ás regras de comportamento e atitude.
Santos (2000) diz que: "brincar é a forma mais perfeita para perceber que o aluno e estimular o que ela precisa aprender e se desenvolver". Diante do exposto, faz-se necessário reconsiderar o papel do professor de educação na garantia e no enriquecimento do jogo como atividade social da infância. Ao reclamar um espaço especial para o jogo na educação dos infantes, entende-se que o professor passa a ser figura fundamental, no sentido de viabilizar e criar os espaços, oferecendo material e partilhando dos jogos. Desta forma, possibilitará a essa faixa etária uma oportunidade lúdica de assimilar a cultura e modos de vida adultos de forma criativa, social e afetiva.
Porém, essa perspectiva não é tão fácil de ser adotada na pratica, sendo possível levantar questionamentos pertinentes: como colocar em pratica uma proposta de educação em que as crianças desenvolvam, construam e ou adquiram conhecimentos e se tornem autônomas e cooperativas? E ainda; como os professores favorecerão a construção do conhecimento se nunca foram desafiados a construírem os seus?
O caminho que parece possível implica pensar a formação permanente dos profissionais que atuam na área da educação infantil e fundamental. Nesta ótica é possível inferir que para o professor de educação física introduzir jogos no dia- a- dia da sua classe, ou planejar atividades que contenham características de jogos, é necessário mais do que apenas conhecer essas características."O professor precisa, em primeiro lugar reconhecer nas brincadeiras e jogos um espaço de investigação e construção do conhecimento sobre diferentes aspectos do meio social e cultural em que os alunos vivem". Batista (2000)
E necessário também que ele veja o mesmo como um sujeito ativo e criador no seu processo de construção, e planeje para a sua classe atividades a partir de conteúdos significativos. Isto quer dizer que é preciso que ele coloque- os em situações de aprendizagens de aspectos da realidade que elas estão buscando conhecer.
Assim, deve-se ter espírito aberto ao jogo, reconhecer a sua importância e as vantagens de sua utilização no desenvolvimento da criança que, entre outros fatores já mencionados, tem caráter experimental, proporciona flexibilidade ao facilitador, estimula a participação de todos, oferece oportunidade de tomada de decisão, desenvolve habilidade motora e cognitiva, é um instrumento de motivação, retenção e de acomodação do conhecimento, trabalha a segurança, as emoções dos envolvidos, além de dar noção de tempo e inserção ás regras socialmente aceitas e estabelecidas na sociedade.
O jogo na perspectiva desse estudo pode e deve ser um parceiro do professor de educação física no processo de elaboração e acomodação dos conteúdos, pois o fato da importância da repetição no jogo e na brincadeira, segundo analise de diversos autores que parecem não encontrar contestação e nem apresentar contradição, não está associada simplesmente ao prazer propiciado pelo exercício, mas trata-se, acima de tudo, de uma forma de assimilar o novo, o inusitado, o desconhecido.
Cabe acrescentar diante desta ótica que a inclusão dos jogos lúdicos nos cursos de formação na área de educação física se faz necessária não só porque respalda teoricamente estes profissionais sobre a importância dos jogos e brincadeiras na infância, mas porque, através desses, o próprio professor terá condições de conhecer melhor o seu aluno, a partir das brincadeiras e dos jogos que ele propiciará aos educados.
Pensando ser o brincar uma atividade natural da criança, propõe-se aos educadores, o repensar da pratica do jogo como uma ferramenta no ambiente escolar. Assim acredita-se ser de suma importância a valorização do lúdico na formação do profissional da educação física.
Ainda mais, de acordo com as inferências que o texto trouxe possibilitadas pelo dialogo travado com diferentes autores em sua maioria celebres no assunto, no jogo a criança tem a condição não apenas de vivenciar as regras impostas, mas de transformá-las, recria-las de acordo com as suas necessidades e interesses. Não se reduz a uma mera aceitação, mas de um processo de construção que se efetiva com a participação interativa.
Isto posto, torna-se fácil inferir que devido as grandes transformações que estão ocorrendo na sociedade, faz-se necessário pensar num perfil de profissional seja capaz de atender as necessidades da criança do terceiro milênio, isto é, um ser extremamente ativo, dinâmico, curioso, construtor do seu conhecimento, possuidor de uma lógica infantil (...) Um cidadão. Ghiraldelli Junior (2006)
Ghiraldelli Junior (2006) faz uma analogia histórica entre a visão que a sociedade possuía não só a respeito da infância, mas sobre os jogos e brincadeiras, que nos permite perceber que tal visão foi se modificando de acordo com as transformações ocorridas na sociedade ao longo dos anos. Nesse sentido vale mencionar que nas sociedades passadas não era só a criança considerada um adulto em miniatura, mas também os jogos e brincadeiras eram tidos como fúteis e banais.
Então, sendo o jogo resultado de aprendizagem e dependentemente de uma ação educacional voltada para o sujeito social criança, deve-se acreditar que adotar jogos e brincadeiras como proposta metodológica e curricular, possibilita á criança base para a construção da subjetividade e a compreensão da realidade concreta.
Entretanto, é preciso que os educadores se coloquem como participantes, acompanhando toda a atividade, mediando os conhecimentos através do jogo, a fim de que este possa ser reelaborado de forma rica e prazerosa. Se os estímulos estiverem adequados ao estagio de desenvolvimento em que a criança se encontra, as experiências vividas constituir-se-ão em aprendizagens duradouras.
Portanto, pode-se concluir que, o jogo e a brincadeira precisam vir à escola para que o conhecimento em ligação com o prazer possa emergir em sua dimensão vitalizadora.
Enfim, no contexto escolar, propor jogos como aprendizagem, aproxima-se do trabalho. Evidencia-se que o jogar transformado em instrumento pedagógico da educação física, pode favorecer a formação do aluno para cumprir seu papel social e, mais tarde de adulto. Portanto, pode-se concluir que, o jogo e a brincadeira precisam vir á escola para que o conhecimento, em ligação com o prazer.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Á luz da pesquisa realizada aborda alguns pontos que merecem ser ressaltados, servindo quer como conteúdo para reflexão de estudos adicionais, quer como proposta ou orientações que visem, mais detidamente, os rumos da pratica dos jogos na formação dos educadores na área de Educação Física.
Um dos primeiros indicadores, no dizer de estudiosos, para a identificação de uma proposta de educação do aluno é o reconhecimento de que ela se materializa a partir da organização do espaço, o qual pode ser representado tanto pela perspectiva da socialização, quanto da escolarização. No Brasil, parece haver uma exigência exagerada na escolarização, muitas vezes, é percebida como tendo a função de aquisição de conhecimentos sistematizados.
Essa imagem do aluno se cristaliza em postura rígidas, as quais desconsideram as reais necessidades na escola. Tal postura do aluno referente a aprendizagem em utilizar o jogo, reflete concepções de dois tipos de representações que podem ser simultâneo. Outra, de uma abordagem mais técnica, de uma aprendizagem que requer uma ação do professor de educação física face ao aluno aberta ás suas necessidades e sua progressão.
Em um caso, como salienta Brougère (1998), a natureza é onipotente, no outro, trata-se de enfatizar um universo de encontro entre a natureza e a cultura adulta, meio que permite ao aluno as experiências das quais necessita para progredir. No primeiro momento, o jogo será valorizado como suporte material, no segundo o discurso sobre o jogo encontra-se, assim, no cruzamento de várias influências e só pode ser considerado um instrumento entre outros.
Os discursos mais antigos permanecem presentes nos dias atuais, como a idéia do jogo esta associada á frivolidade e a recreação. Concepções que foram revisitadas e revistas por outras visões mais recentes de educação física para com o aluno que produziram análises a respeito da aprendizagem, proporcionando, como conseqüência, diversas estratégias, metodologias e estudos que assumiram caráter desvelador frente ao conhecimento do desenvolvimento do aluno. Mas, a todo o momento, as concepções de jogo podem ser repensadas e reinvestidas enquanto for necessário emprestar formas lúdicas a certas aprendizagens ou pretenda que se trate efetivamente de um jogo.
A verdade é permitir outro olhar crítico sobre o aluno e seus jogos, também trouxe consigo a concepção naturalista e finalista que ainda pouco foi relembrado. Em contrapartida a essa visão, comungam da idéia de ser o jogo uma das atividades sociais do aluno, efeito de uma aprendizagem especifica ligada ao domínio de uma comunicação, de uma forma de linguagem estabelecida em segundo grau. Neste sentido, "o jogo deve ser apreendido no âmbito da sociabilidade infantil, nela surgindo como pretexto para criar ou manter o vinculo social entre crianças, ou entre crianças e adultos" Brougère (1998).
De acordo com esta análise, o conteúdo não esta em primeiro plano de discussão e, sim, a possibilidade do jogo permitir o encontro entre o professor de educação física e o aluno. Isso, nas palavras de Brougére (1998), reforça ainda mais o caráter frívolo do jogo que se contradiz com a seriedade do ato educativo. Contudo, suprimir a frivolidade é fazer com que o jogo também desapareça, pois, a seriedade mata o jogo, mas a frivolidade é o que permite ao jogo aproximar-se, em seus efeitos, de uma ação educativa séria, porque a ausência de conseqüência oferece o aluno um espaço específico de experiência.
Percebe-se, ao longo desse ensaio analítico, que não se aboliu as estruturas antigas, mas ampliou-se o universo das significações do termo jogo. Tornando possíveis novas associações, uma nova visão de jogo e também a possibilidade de chamar de jogo novas atividades. Como bem lembra Brougére (1998), a noção corrente da palavra jogo diz respeito a uma lógica dos usos e, em nenhum caso, revela um conceito. A partir disso, seria equivocado inferir que há conceito de jogo pronto para uso, uma vez que, a pluralidade dos referenciais históricos e o paradoxo ainda presente na relação entre jogo e educação física fazem com que o estudo pedagógico não engendre tal conceito.
Enquanto isso é inegável que o aluno implica abrir um espaço ao jogo. Mas, para tanto, é urgente capacitar o educador, para que compreenda, por meio da pratica reflexiva, a riqueza dos recursos lúdicos. Trata-se, acima de tudo, de utilizar o jogo como um efetivo recurso na formação do educador-mediador para ser capaz de fomentar o desenvolvimento do aluno, de formar vínculos significativos com elas e de torná-las mais hábeis e, quem sabe, mais felizes.
Nesse sentido, vale enfatizar que a implementação na escola oportuniza não só o afloramento das múltiplas inteligências do aluno e do enriquecimento das interações sociais, como ainda representa muito mais que um simples espaço para o mesmo e também toda a comunidade escolar. O que se pode confirmar na fala de Kishimoto (2002) quando diz que:
As crianças ficam mais motivadas a usar a inteligência, pois querem jogar bem; sendo assim, esforçam-se para superar obstáculo, tantos cognitivos quanto emocionais. Estando mais motivadas durante o jogo, ficam bem mais ativas mentalmente. Kishimoto (2002)
As aulas de Educação Física pode e deve constituir um ambiente dinamizador, rico em atividades diversificadas, dando suporte para que o educador facilite o aprendizado e a compreensão do educando em toda a sua vida escolar e social.
De tudo o que foi dito, numa tentativa de síntese, resgatar o lúdico, o fantástico, o jogo, enfim, a infância é um desafio a ser enfrentado por cada educador, da mesma forma, em relação ao significado do brincar que pressupõe conhecer, antes de tudo, novos repertórios, novos tipos de jogos e brincadeiras.
Isso exige o resgate da dimensão humana que implica saber colocar-se no lugar do outro e compreender, com a mente e com o coração, a importante do trabalho do professor de educação física para a formação de um ser humano mais harmonioso e integrado ao seu próximo. Esse parece ser o maior desafio a serem perseguidos e enfrentados por todos aqueles, educadores ou não, que se percebem engajados e comprometidos com o fascinante universo das aulas de educação física, sensibilizados para o ato criador e para a importância do jogo enquanto recurso didático, no preparo e no exercício da criação docente.
REFERÊNCIAS
ALVES, Ana Lídia Dias. Manual prático para elaboração de trabalhos acadêmicos. Macapá: Faculdade Seama, 2005.
ANTUNES, Celso. O jogo e a educação infantil: falar e dizer, olhar e ver, escutar e ouvir, fascículo 15/ Celso Antunes. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.
BATISTA, Cleide V. Mussini. (Re) pensando a prática do educador infantil. In: SANTOS, Santa Marli Pires dos (org.) Brinquedoteca: a criança o adulto e o lúdico. Petrópolis, RJ: Vozes,2000.
BROUGÉRE, Gilles. Jogo e educação/ Gilles Brougére; trad. Patrícia Chittoni Ramos. – Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa Educacional: quantidade-qualidade. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 1997.
DOHME, Vânia. Atividades lúdicas na educação: o caminho de tijolos amarelos do aprendizado / Vânia Dohme. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.
FORTUNA, Tânia Ramos. O jogo e a educação: uma experiência na formação do educador. In: SANTOS, Santa Marli Pires dos (org.) Brinquedoteca: a criança o adulto e o lúdico. Petrópolis, RJ: Vozes,2000.
FRA
Fonte do Artigo no Artigonal.com: https://www.artigonal.com/educacao-artigos/jogos-pedagogicos-estrategia-na-pratica-docente-de-educacao-fisica-escolar-6064010.html
Perfil do Autor
Charles de Jesus Ferreira Monteiro[1]
Patrícia Tiele Aline da Silva Soares
Wilson Ferreira Andrade
Alinne do Rosário Brito²
¹ Graduando o Curso de Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade Vale do Acaraú
² Profª orientadora Licenciada plena em Educação Física pela Universidade Federal do Pará ,mestranda do curso de educação pela Universidad Del Salvador-Ar